Corpo de policial sergipano morto por colega dentro de viatura em Delmiro Gouveia, Alagoas, é sepultado em Aracaju

 

O corpo do sergipano Yago Gomes, policial civil morto por um colega dentro de uma viatura em Delmiro Gouveia, Alagoas, foi sepultado na manhã desta quinta-feira (21) no Cemitério Colina da Saudade, em Aracaju.

Além dele, também foi morto outro policial que estava no veículo.

Yago Gomes era natural de Sergipe e tinha 33 anos. Ele era agente e ingressou na polícia em 2023. Atualmente, estava lotado na 1ª Delegacia Regional de Delmiro Gouveia. Ele deixa esposa e uma filha.

O pai do policial contesta a versão de que o autor dos disparos, que já foi preso, teria sofrido um surto e afirmou que o filho foi executado de forma perversa e desumana. Para Pedro Pereira, o crime tem características de execução, porque o suspeito teria dado um tiro à queima-roupa na cabeça de Yago.

Sobre o caso

Um policial civil foi preso na madrugada desta quarta-feira (20), suspeito de matar dois colegas de farda dentro de uma viatura policial, na Rua Floriano Peixoto, no Centro de Delmiro Gouveia.

As vítimas eram Yago Gomes e Denivaldo Jardel, de 47 anos, natural de Pernambuco.

De acordo com o Corpo de Bombeiros, as vítimas foram baleadas na cabeça e morreram no local. O Samu foi acionado, mas os policiais já estavam mortos.

Depoimento do suspeito

Segundo informações iniciais, os policiais participaram de uma ocorrência envolvendo pagamento de pensão alimentícia. Em interrogatório, o suspeito afirmou que passou a noite anterior bebendo com os agentes Yago Gomes e Denivaldo Jardel, e que o grupo consumiu diversas bebidas alcoólicas, incluindo cachaça, antes de seguir viagem durante a madrugada.

O suspeito afirmou não ter feito uso de drogas ou medicamentos controlados, mas admitiu ingestão excessiva de álcool.

Ele negou qualquer desentendimento com as vítimas e afirmou que era amigo dos dois. Após o crime, segundo relato, teria ido até a casa de uma mulher conhecida, onde acabou localizado e preso por policiais militares.


A investigação inclui exames toxicológicos, perícia no celular do suspeito e análise de imagens de câmeras de segurança.

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