Policial sergipano morto por colega em Delmiro Gouveia se preparava para voltar a Aracaju e comemorar o aniversário da filha Liz

 

Policial sergipano Yago Gomes Pereira, de 33 anos, morto por colega madrugada da última quarta-feira (20), em Delmiro Gouveia, em Alagoas, se preparava para voltar a Aracaju e comemorar o aniversário da sua filha Liz Maria.

Yago trocou de plantão para pegar folga na data do aniversário da filha, que vai completar cinco anos. Ele trabalharia até esta sexta-feira para garantir a folga no fim de semana pode estar em Aracaju.

Ele ingressou na Polícia Civil em 2023. Atualmente, estava lotado na 1ª Delegacia Regional de Delmiro Gouveia. Ele deixa esposa e a filha.

Sobre o caso 

Um policial civil foi preso na madrugada da última quarta-feira (20), suspeito de matar dois colegas de corporação dentro de uma viatura policial, no centro de Delmiro.

Ele foi identificado como Gildate Goes, de 61 anos. As vítimas foram identificadas como Yago Gomes Pereira, de 33 anos, natural de Sergipe, e Denivaldo Jardel Lira Moraes, de 47 anos, natural de Pernambuco. Eles foram mortos com tiros na cabeça.

Segundo informações iniciais, os policiais participavam de uma ocorrência envolvendo pagamento de pensão alimentícia. Em interrogatório, o suspeito afirmou que passou a noite anterior bebendo com os agentes Yago Gomes e Denivaldo Jardel, e que o grupo consumiu diversas bebidas alcoólicas, incluindo cachaça, antes de seguir viagem durante a madrugada.

O suspeito afirmou não ter feito uso de drogas ou medicamentos controlados, mas admitiu ingestão excessiva de álcool.

Ele negou qualquer desentendimento com as vítimas e afirmou que era amigo dos dois. Após o crime, segundo relato, foi até a casa de uma mulher conhecida, onde acabou localizado e preso por policiais militares.

A principal linha de investigação da Polícia Civil aponta que o agente pode ter sofrido alteração de consciência no momento da ocorrência, diante de relatos de testemunhas sobre comportamento confuso e falas desconexas.

Policiais militares e equipes do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) também foram acionados ao local, mas Yago Gomes e Denivaldo Jardel já estavam mortos.

A investigação também inclui exames toxicológicos, perícia no celular do suspeito e análise de imagens de câmeras de segurança.

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