Histórico de violência e crise antecede morte de casal em prédio em Aracaju

 

Novos detalhes revelam que o casal envolvido na tragédia ocorrida em um condomínio no bairro Farolândia, em Aracaju, já vivia um histórico de violência e conflitos antes do caso registrado na noite desta terça-feira (24).

As vítimas foram identificadas como Anne Jaqueline Costa Santos Matos, de 40 anos, natural de Itabaiana, e Washington Luis da Silva Matos, de 49 anos, nascido na Bahia.

Segundo a Polícia Civil, os dois discutiam dentro do apartamento, quando o homem teria atacado a companheira com golpes de faca e, em seguida, a arremessado do prédio. Logo depois, ele também se jogou do imóvel.

A investigação aponta ainda que vizinhos tentaram conter a situação, mas acabaram feridos durante a confusão. Duas pessoas foram atingidas por golpes de arma branca, sendo uma delas socorrida pelo Samu e encaminhada ao Hospital de Urgências de Sergipe, onde passou por cirurgia e permanece em estado estável.

Outra vítima foi levada para um hospital particular. Uma terceira pessoa teve ferimento leve. 

Documentos apontam que a mulher já havia procurado a polícia em 2021 e solicitado medidas protetivas com base na Lei Maria da Penha.

No relato, ela descreveu anos de agressões físicas, ameaças de morte e violência psicológica, afirmando que convivia com o companheiro há quase duas décadas e que tinha medo do comportamento dele.

De acordo com informações apuradas, o casal também enfrentava problemas relacionados à saúde mental, com episódios recorrentes de crise. Familiares teriam tentado buscar acompanhamento médico ao longo do tempo.

Laudo inicial do Instituto Médico Legal indica que as mortes foram causadas por impacto violento, compatível com a queda de grande altura.

Equipes da Polícia Civil e da Polícia Militar estiveram no local e deram início às investigações. Imagens de câmeras de segurança, além de celulares, a faca utilizada no crime e equipamentos eletrônicos apreendidos no apartamento, serão analisados para esclarecer completamente a dinâmica do caso.

O casal estava junto há mais de 20 anos e não tinham filhos em comum.

Os corpos serão sepultados no interior da Bahia. A polícia segue investigando o caso.

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