Realizada a primeira audiência do caso da mulher de 38 anos que foi assassinada na frente dos filhos em Estância

 

Aconteceu a primeira audiência nesta terça-feira (18), do caso da mulher identificada como Deise Erika Dias dos Santos, que foi assassinada pelo companheiro identificado como Edson Alan na frente dos filhos, no dia 1º de outubro de 2025, em Estância.

Na audiência, foram ouvidos os três policiais que atenderam à ocorrência, o pai de Deise e também a filha mais velha da vítima.

Ele afirma que o disparo foi acidental, mas relatos das filhas apontam que houve uma discussão e que existia um histórico de violência no relacionamento. O laudo também registrou que o disparo ocorreu a curta distância e identificou marcas de agressão no corpo da vítima.

Testemunhas, incluindo as filhas da vítima, relataram, na época, que Erika vivia há cerca de dez anos em um ciclo de agressões físicas e psicológicas. Segundo os relatos, ela nunca havia denunciado as agressões por medo.

A denúncia do Ministério Público aponta feminicídio, com qualificadoras, além de porte ilegal de arma.

Deise deixou cinco filhos. Três deles são fruto do relacionamento com Edson Alan, suspeito do crime.

Sobre o caso

Deise Erika Dias dos Santos morreu após ser baleada pelo companheiro na madrugada de uma quarta-feira (1º), em Estância.

De acordo com a Polícia Militar, a vítima foi atingida no tórax enquanto estava na sala de casa. O crime ocorreu na presença dos dois filhos menores do casal, que estavam em uma cama próxima a ela.

A filha mais velha da vítima, que estava dormindo no quarto, relatou ter sido acordada pelo autor. O suspeito teria dito a ela para acionar o socorro e a polícia, confessando ser o autor dos disparos. Em seguida, ele fugiu em uma motocicleta.

Familiares do suspeito confirmaram à polícia que, após cometer o crime, ele passou pela casa de parentes, confessou a autoria, pediu dinheiro e fugiu.

Logo após um homem suspeito foi preso pela Polícia Civil.

Ainda segundo a polícia, familiares da vítima relataram que o autor mantinha um revólver em casa e que, apesar das constantes agressões físicas contra a companheira, nunca haviam denunciado a posse irregular da arma.

Postar um comentário

Postagem Anterior Próxima Postagem