Advogado é preso suspeito de cometer crimes sexuais contra crianças e adolescentes em Aracaju

 


Um advogado de 34 anos, ex-conselheiro da Ordem dos Advogados do Brasil em Sergipe (OAB/SE), foi preso preventivamente na última quarta-feira (19), em Aracaju, suspeito de cometer crimes de natureza sexual contra crianças e adolescentes.O caso está sob sigilo.

De acordo com a  SSP, a ocorrência chegou ao conhecimento da Polícia Civil após uma das vítimas procurar a delegacia e relatar os fatos, depois de anos convivendo com a situação.

Oito vítimas do sexo masculino prestaram relatos sobre episódios ocorridos em diferentes períodos. A investigação aponta que o suspeito teria utilizado relações de confiança e posições de proximidade com crianças, adolescentes e suas famílias para estabelecer contato.

Entre os ambientes citados na apuração estão atividades religiosas, relações de vizinhança e vínculos pessoais. O investigado teria atuado como líder de jovens em uma instituição religiosa e também exercido a função de síndico de condomínio.

Os relatos apresentados à Polícia Civil descrevem diferentes situações e apontam, em alguns casos, que o suspeito utilizava a oferta de dinheiro ou presentes, pedidos para manter os episódios em segredo e supostas situações de intimidação.

A Justiça também autorizou buscas na residência do investigado e a apreensão de equipamentos eletrônicos. Celulares, computadores e aplicativos de mensagens deverão passar por análise pericial para verificar a existência de elementos que possam contribuir para o andamento da investigação.

O investigado foi intimado a prestar depoimento e compareceu ao Departamento de Atendimento a Grupos Vulneráveis (DAGV) na quarta-feira (19). Durante a permanência dele na unidade policial, foi cumprido o mandado de prisão preventiva.

O advogado passou por audiência de custódia na quinta-feira (20), e a Justiça manteve a prisão.
O que diz a OAB

A Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Sergipe (OAB-SE) informou que tomou conhecimento dos fatos e adotou providências para obter informações oficiais junto às autoridades responsáveis pela investigação.

A instituição também determinou a instauração de um processo ético-disciplinar, que resultou na suspensão cautelar do exercício profissional do advogado.

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