A maior Copa do Mundo de todos os tempos consagrou a Espanha e seu futebol coletivo. A seleção espanhola conquistou o Mundial da América do Norte neste domingo (19), ao vencer a Argentina por 1 a 0 no MetLife Stadium, em East Rutherford.
O gol do título saiu na prorrogação, marcado por Ferran Torres, após um empate sem gols no tempo normal. O atacante virou o herói improvável de uma final em que a Espanha dominou as ações, enquanto a Argentina terminou a partida sem finalizar no gol adversário.
Foi o segundo título mundial da seleção espanhola, que levantou a taça premiada por seu estilo baseado na posse de bola, paciência e troca de passes. A equipe comandada por Luis de la Fuente confirmou sua identidade e voltou ao topo do futebol mundial após 16 anos.
A Espanha manteve a essência do time campeão de 2010, mas apresentou uma versão mais dinâmica, com mais velocidade, juventude e poder ofensivo. A equipe superou adversários de peso durante a competição, eliminando Portugal, França e, na decisão, a Argentina de Lionel Messi.
O título também coroa o projeto desenvolvido pela Real Federação Espanhola de Futebol (RFEF), com integração entre as categorias de base e a seleção principal. Luis de la Fuente, peça fundamental desse processo, comandou uma geração que conquistou o mundo sem depender de grandes estrelas.
Do outro lado, a Argentina apostou em uma postura mais defensiva e não conseguiu repetir as atuações marcadas por intensidade e competitividade ao longo do Mundial. Lionel Messi encerra sua trajetória em Copas do Mundo com um título conquistado e dois vice-campeonatos em seis participações.
