Justiça manda soltar dono da Choquei, MC Ryan, MC Poze do Rodo e outros famosos após prisão por acusação de lavagem de R$ 1,6 bilhão

 

O Superior Tribunal de Justiça determinou, na manhã desta quinta-feira (23), a soltura de Raphael Sousa (dono da página Choquei),do funkeiro MC Ryan SP e MC Poze do Rodo, Chrys Dias, após conceder habeas corpus coletivo no âmbito da Operação Narco Fluxo. A decisão é do ministro Messod Azulay Neto, que apontou irregularidades na decretação das prisões temporárias.

Segundo o relator, houve “flagrante ilegalidade” na decisão da 5ª Vara Federal de Santos que determinou as prisões. O magistrado destacou que o prazo solicitado pela autoridade policial era de cinco dias, e que a medida não poderia ultrapassar esse limite.

“Especialmente porque a própria representação da autoridade policial limitou-se ao prazo de cinco dias, assiste razão à defesa, devendo a medida extrema ser restringida ao período por ela requerido, qual seja, cinco dias”, afirmou.

A defesa dos artistas, sob condução do advogado Felipe Cassimiro, acionou a Corte superior após a Justiça ter determinado pela prisão do grupo por 30 dias.

Os artistas e influenciadores devem deixar o sistema penitenciário ainda nesta quinta-feira, assim que os trâmites burocráticos para o cumprimento dos alvarás de soltura forem finalizados.

Operação Narcofluxo e o papel da Choquei

A Operação Narco Fluxo, deflagrada pela PF no dia 15 de abril, mira uma organização criminosa suspeita de movimentar R$ 1,6 bilhão em um esquema bilionário de lavagem de dinheiro. De acordo com os investigadores, Raphael atuava como o braço midiático do grupo.

As investigações da PF apontam que o influenciador recebia vultosas quantias diretamente de outros alvos da operação, como o cantor MC Ryan SP, além de Tiago de Oliveira e José Ricardo dos Santos Junior.

O papel de Raphael no organograma criminoso ia além da publicidade comum: ele seria o responsável por gerenciar a imagem dos envolvidos e blindá-los de repercussões negativas.

Raphael também receberia valores para atuar na divulgação de plataformas de apostas e sistemas de rifa.

A defesa de Raphael já havia afirmado que “os valores recebidos pelo investigado estão relacionados a serviços de publicidade prestados a empresas e agentes do setor de marketing”.

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