A morte de Elia Resende, de 48 anos, registrada na quarta-feira (7), no bairro Mosqueiro, em Aracaju, teve como causa um acidente vascular cerebral (AVC), sendo caracterizada como óbito de causa natural.
A informação foi divulgada nesta quinta-feira (8) pela Polícia Científica, após a realização do exame necroscópico no Instituto Médico Legal (IML).
De acordo com o médico-legista Ronmel Lisboa, diretor do IML, não foram constatados sinais de lesão de origem traumática no corpo, nem ferimentos provocados por arma de fogo, arma branca ou objeto perfurocortante.
O corpo de Elia foi localizado embaixo de uma cama e apresentava rigidez cadavérica, o que chamou a atenção das equipes da Polícia Militar e do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), que confirmou o óbito ainda no local.
Em depoimento à polícia, o companheiro de Elia relatou que ambos teriam consumido bebidas e alimentos antes de a mulher passar mal. Ele afirmou ainda que a ex-companheira esteve na residência acompanhada do filho e que, durante a visita, Elia teria se escondido embaixo da cama. Segundo o homem, ele deixou o imóvel com a ex-companheira e a criança, retornando apenas no dia seguinte, quando encontrou a atual companheira já sem vida.
Nas redes sociais, familiares da vítima questionam a versão apontada no laudo do IML, que indica AVC como causa da morte. Em vídeos publicados, parentes afirmam que Elia apresentava sinais de agressão, como possível fratura na cabeça e marcas pelo corpo, e cobram uma apuração rigorosa do caso.
A Secretaria de Segurança Pública (SSP) e a Secretaria de Políticas para as Mulheres (SPM) acompanham o caso e informaram que todas as diligências necessárias estão sendo realizadas para garantir a precisão do laudo.
