Dois homens morrem durante operação contra tráfico de drogas e lavagem de dinheiro de mais de R$ 18 milhões em Sergipe

 

A Polícia Civil do Estado de Sergipe deflagrou, ma manhã desta terça-feira (25), a ‘Operação Lavagem 235’ contra uma organização criminosa atuante em crimes de tráfico de drogas, associação para o tráfico, porte ilegal de arma de fogo e lavagem de dinheiro, nas cidades situadas ao longo da BR-235, em especial Itabaiana.

De acordo com a Polícia Civil, foram cumpridos nove mandados de prisão, 18 de busca e apreensão e medidas patrimoniais, como bloqueio de valores e sequestro de bens. Dois homens morreram em confronto: Jhone Lima de Jesus e outro conhecido como Toninho.


A investigação começou após prisões em flagrante por tráfico, que levaram os policiais a identificar uma estrutura organizada, com divisão de funções, participação de familiares e rotas fixas de abastecimento. Mesmo com prisões anteriores, o grupo conseguia se recompor rapidamente.

A análise financeira revelou movimentações acima de R$ 18 milhões, feitas de forma fracionada e usando contas de terceiros. Segundo a polícia, esse esquema permitia esconder a origem do dinheiro e manter o tráfico funcionando.

Durante o cumprimento dos mandados em Itabaiana e Ribeirópolis, foram apreendidos eletrônicos, documentos e bens ligados ao esquema financeiro. O material reforça novas frentes da investigação.

Com a prisão dos principais alvos e o bloqueio dos recursos usados pelo grupo, a polícia afirma ter atingido o núcleo econômico que sustentava o esquema criminoso. As investigações continuam, e novos envolvidos podem ser identificados.

A Operação Lavagem 235 contou com a atuação integrada de diversas unidades da Segurança Pública, envolvendo equipes da Delegacia Regional de Itabaiana, da Delegacia Regional de Lagarto, do COPE, das Delegacias de Capela, Boquim, Ribeirópolis e Campo do Brito, além do apoio tático do GETAM de Itabaiana, das guarnições do 3º Batalhão da Polícia Militar e da Guarda Municipal de Itabaiana. Participaram ainda da operação o Grupamento Tático Aéreo (GTA), que realizou o acompanhamento aéreo estratégico, o Canil da PM e a Divisão de Inteligência da Polícia Civil (DIPOL).

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